Quem é o teu senhor?

Vamos parar para pensar um pouco sobre isso?

Por Arlan Dantas
Categoria: Reflexões

Sou extremamente grato ao nosso Deus pela honra que Ele me concede de compreender os Seus textos sagrados, as Escrituras que nos deixou com o intuito de ser nosso guia a Ele.

Quem me acompanha um pouco mais de perto sabe que um dos textos que mais de admira e sobre o qual mais gosto de falar sobre se encontra no fim do capítulo 6 do evangelho escrito por Mateus. Esse é um texto que considero extremamente rico e o qual não me canso de ler, principalmente por a cada dia o Espírito me levar a compreender mais uma parte deste.

E foi exatamente isso que aconteceu há alguns dias ao reler esse texto e prestar atenção no versículo 24, que, além de ser bastante conhecido (inclusive por mim), eu nunca tinha feito a ligação entre ele e os versículos que o seguem.

Ninguém pode servir a dois senhores; pois odiará a um e amará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro.

Mateus 6:24

Como disse, esse versículo foi mais uma acrescentada à minha compreensão desse texto, eu sempre achei muito interessante o que Jesus ensina nos versículos seguintes a este, orientando os seus seguidores a não se preocuparem com o sustento terreno, antes se preocupando, verdadeiramente, com o seu serviço a Deus.

Esse ensinamento de Cristo já é de uma importância gigantesca e, quem tem me acompanhado nos últimos dias, sabe o quanto tenho buscado colocar isso em prática.

Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas lhes serão acrescentadas.
Portanto, não se preocupem com o amanhã, pois o amanhã se preocupará consigo mesmo. Basta a cada dia o seu próprio mal.

Mateus 6:33-34

Cristo questiona aos seus seguidores o motivo pelos quais eles se preocupam e qual a serventia que isso vai ter, visto que quem comanda todas as coisas é o próprio Deus. Para facilitar a compreensão dos ouvintes (e leitores), Ele nos lembra sobre a natureza, a forma como animais e plantas se comportam, que, além de lutarem pelos seus alimentos, por exemplo, eles não se responsabilizam pelo cultivo destes e nem os ajuntam em abundância, mas mesmo assim Deus as sustenta.

E esse pensamento é finalizado com esses dois últimos versículos que citei aí (vv. 33-34), nos incentivando a buscá-Lo acima de todas as coisas tendo a certeza que as nossas necessidades serão supridas e darmos um passo de cada vez, sem se preocupar com o amanhã, visto que a cada dia basta o seu próprio mal.

Como disse, o v. 24 foi mais um que o Espírito me ajudou a compreender e integrá-lo ao entendimento que eu tinha do final deste capítulo. Aproveito para deixar claro aqui que eu não tenho a prática (nem incentivo ninguém a tê-la) de estudar a bíblia por textos separados, visto que isso, por muitas vezes, faz com que percamos detalhes sobre o contexto no qual o texto está inserido. E, realmente, não foi isso que aconteceu, eu não parei para ler apenas esses textos em específico, mas sempre que tive a oportunidade de ler o sermão do monte, esse trecho me chamou a atenção, iniciando-se a minha compreensão pelos dois últimos versículos e depois o Espírito me guiando à compreensão dos versículos anteriores.

Mas o que me chama mais a atenção ao agregar o versículo 24 à compreensão que já expliquei dos versículos que o seguem, é este ter uma mensagem um pouco diferente. Enquanto os outros versículos nos orientam a ter calma e confiarmos em Deus e no Seu cuidado, o v. 24 mostra Jesus nos ensinando uma verdade sobre a qual poucas vezes paramos para pensar: enquanto nós somos servos, Deus e as riquezas terrenas são dois senhores, e nenhum servo pode servir a dois senhores, visto que em algum momento haverá divergência entre as ordens destes e não será possível ao servo ser fiel a ambos.

Talvez você esteja pensando: "Sim, Arlan, mas o que há de novo nisso? Esse versículo está aí há muitos mils anos e sempre tive essa interpretação que você mostrou, o que tem de tão interessante nisso?" E é exatamente aí onde está! Assim como outros vários textos, já o lemos e conhecemos "de cor e salteado" (como diz minha mãe), mas quantas vezes paramos para ver a relevância desses textos em nosso dia-dia?

Nessa sequência de versículos que finalizam o capítulo 6 de Mateus, Jesus nos mostra que devemos buscar o Reino de Deus e sua justiça antes de qualquer coisas, confiando que as nossas necessidades serão supridas e, mais que isso, Ele nos fala que não é possível servirmos a Deus e às riquezas dessa vida ao mesmo tempo. Mas já paramos para pensar no quanto isso impacta em nossa vida? O que será que tem sido, realmente, o nosso senhor? O que tem orientado as nossas decisões no dia-dia? Será que nos aproximar de Deus e nos apresentar justos diante dEle tem sido esse orientador, ou a nossa vida aqui, o nosso status, bem-estar ou "imagem diante da sociedade" é quem tem regido as nossas decisões?

Pois onde estiver o seu tesouro, aí também estará o seu coração.

Mateus 6:21

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