O Cristão pode ser gay?

Continuando a última postagem que fiz, procuraremos responder essa pergunta.

Por Arlan Dantas
Categoria: Devocionais

Meu ultimo texto publicado se refere a um assunto relativamente polêmico e considerado de grande importância no contexto que vivemos atualmente (recomendo que leia-o antes de continuar esta leitura, clique aqui). Fiquei bem contente com o conteúdo final daquele texto, mas tenho que admitir que faltaram algumas coisas a serem faladas, abrindo espaço para interpretações com as quais não concordo, por isso, aqui estamos para continuar com o assunto sobre a relação entre "cristãos e homossexuais", desta vez, vamos responder uma pergunta simples: O cristão pode ser homossexual?

No texto anterior, fizemos uma rápida reflexão sobre alguns versículos de Romanos 1 e vimos que Deus entregou a "paixões infames" e "disposição mental reprovável" os homens que O conheceram mas não O deram a glória merecida. Vimos também que Paulo descreve essas "paixões infames" como sendo a relação sexual entre pessoas do mesmo gênero e a "disposição mental reprovável" como algumas atitudes que, perceptivelmente, não seguem os princípios divinos.

Algo que é interessante trazermos à tona e que não foi mostrado ainda, é o que Paulo diz no último versículo desse capítulo:

Ora, conhecendo eles a sentença de Deus, de que são passíveis de morte os que tais coisas praticam, não somente as fazem, mas também aprovam os que assim procedem.

Romanos 1:32

Uma observação que devemos fazer sobre esse versículo é que Paulo afirma aqui que são merecedores de morte as pessoas que estão entregues às "paixões infames" e à "disposição de mente reprovável" e também as que "aprovam os que assim procedem", ou seja, da mesma forma como é pecador e passível de morte quem comete homicídio, desobedece os pais ou têm práticas sexuais com pessoas do mesmo gênero, é também pecador e passível de morte quem aprova tais práticas. Se você não pratica essas coisas que são citadas por Paulo (vv. 24-31), mas aprova quem as pratica, você também está errado.

Como já discutimos, baseados nesse capítulo da carta de Paulo aos romanos, a relação sexual entre pessoas do mesmo sexo não provém de Deus, logo, é pecado. Porém, da mesma forma como acontece com qualquer outro pecado, quem tem tal prática, deve ser recebido de braços abertos pela comunidade cristã. Da mesma forma, assim como acontece, também, com todos os outros pecados, a prática homossexual deve ser abandonada por quem deseja seguir a Cristo. Essa ideia é mostrada de forma bem resumida pelo apóstolo João no final do primeiro da capítulo da sua primeira epístola:

E esta é a mensagem que dele ouvimos, e vos anunciamos: que Deus é luz, e nele não há trevas nenhumas. Se dissermos que temos comunhão com ele, e andarmos nas trevas, mentimos, e não praticamos a verdade; mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus seu Filho nos purifica de todo pecado. Se dissermos que não temos pecado nenhum, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça. Se dissermos que não temos pecado, fazemos dele um mentiroso, e a sua palavra não está em nós.

1 João 1:5-10

Nesses 6 versículos, o apóstolo João mostra, de uma forma genial e bastante resumida, qual é a verdadeira mensagem do evangelho. Ao chegar ao versículo 9, o trecho em negrito, ele fala sobre como se dá o perdão dos pecados. João diz que quando confessamos os nossos pecados, Deus perdoa-nos e nos purifica de toda injustiça, ou seja, além de nos perdoar, Deus nos renova, faz com que abandonemos as práticas que tínhamos anteriormente.

A confissão de pecados citada por João, não se refere apenas a uma simples "externalização" do seu pecado, não se refere a você apenas dizer a Deus que cometeu tal pecado, mas sim ao arrependimento e consequente abandono de tal pecado.

Porque, se temos sido unidos a ele na semelhança da sua morte, certamente também o seremos na semelhança da sua ressurreição; sabendo isto, que o nosso homem velho foi crucificado com ele, para que o corpo do pecado fosse desfeito, a fim de não servirmos mais ao pecado. Pois quem está morto está justificado do pecado.

Romanos 6:5-7

Além disso, como podemos ver nesses dois versículos da sua carta aos Romanos, Paulo fala que quando cremos na nossa justificação por meio da morte de Cristo, o nosso velho homem também morre, fazendo assim com que deixemos de ser escravos do pecado. Logo, aquelas práticas qua antes eram prioridade em nossas vidas, já não têm mais poder nenhum sobre nós.

Assim, podemos perceber que não há a possibilidade de alguém ter reconhecido o sacrifício de Cristo ali na cruz e continuar com as práticas pecaminosas, não tem como alguém ter morrido com Cristo e continuar vivo para o pecado.

Todos sabemos que não é uma jornada simples o abandono dos costumes pecaminosos após termos o nosso encontro com Cristo. Mas sabemos também que posterior a esse encontro, sentimos uma imensa repulsa a tais costumes e a principal vontade que temos é de abandoná-los, sejam eles quais forem.

Portanto, concluindo, não é possível que alguém seja um verdadeiro Cristão e continue com as práticas homossexuais.

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