Creia no teu Deus, não só na Sua promessa!

Em quem você tem depositado a sua confiança, em teu Deus ou apenas no que Ele te prometeu?

Por Arlan Dantas
Categoria: Reflexões

Quando desenvolvemos um relacionamento íntimo com o nosso Deus, é comum que O sintamos falar conosco, chegando até a revelar-nos coisas que acontecerão futuramente. Essas revelações são o que chamamos de promessas.

A recepção de promessas e a confiança nelas não é algo prejudicial. Porém a forma como lidamos com as informações que recebemos do nosso Deus, isso sim pode ser prejudicial tanto para a nossa vida, quanto para nosso relacionamento com Ele. Muitas vezes nos apegamos mais à promessa que nos foi feita que Àquele responsável por ela. De início, pode parecer confuso ou contraditório, mas isso é algo bem simples de compreendermos.

Já percebeu como, por muitas vezes, a gente confia em algo específico que Deus nos disse, uma promessa, e vamos deixando de lado a confiança que devemos ter nEle? Muitas vezes Deus nos promete uma graduação, um carro, a reestruturação familiar… e nós nos apegamos a isso, passamos a focar os nossos esforços e nossa atenção no cumprimento da promessa que foi-nos feita, quando, na verdade, deveríamos estar depositando os nossos esforços em nos aproximar dAquele que nos fez essa promessa!

Nós não compreendemos a forma como Deus há de chegar àquele objetivo que nos apresentou e, por isso, passamos a correr atrás, querer dar a nossa “mãozinha” a Deus, queremos tomar a responsabilidade sobre aquilo que Ele mesmo já disse que vai fazer por nós.

Um exemplo bem simples e direto de como devemos agir em situações assim é Abraão, também conhecido com “o pai da fé”. Na narrativa da sua história, que está livro de Gênesis a partir do capítulo 12, vemos aquele que era chamado “Abrão” recebendo orientações de Deus, que manda-o se afastar da terra do seu pai pois dele será feita uma grande nação. O tempo vai passando e Deus continua a reafirmar a Abrão que dele sairá uma grande nação, que ele terá um filho e uma grande descendência (Gn 13).

Além de, assim como sua esposa, já estar bem velho, Abrão crê no que Deus o disse, porém tenta dar a, já citada, “mãozinha” a Deus. Em consenso com sua esposa, Abrão tem relações sexuais com uma das servas de sua esposa, que dá à luz um filho, que é chamado Ismael (Gn 16).

Porém Deus fala, mais uma vez, com ele (Gn 17) e diz que o filho que Ele havia prometido virá da sua esposa, que agora se chamaria Sara. Abraão, como passou a ser chamado depois dessa conversa com Deus, além de ter duvidado na hora, creu no que havia sido dito por Deus ali e aguardou, confiante, o cumprimento da promessa.

O capítulo 21 do livro de Gênesis narra o cumprimento da promessa de Deus a Abraão, quando, aos seus cem anos, ele recebeu um filho vindo da sua esposa Sara.

E o SENHOR visitou a Sara, como tinha dito; e fez o SENHOR a Sara como tinha prometido.
E concebeu Sara, e deu a Abraão um filho na sua velhice, ao tempo determinado, que Deus lhe tinha falado.

Gênesis 21:1-2

Até aqui, vimos um Abraão que confiou na promessa, que tentou dar a sua “mãozinha” a Deus em certo momento, mas que foi orientado a esperar o tempo certo e confiar no que o havia sido dito. Mas o que quero chamar a tua atenção aqui é para um acontecimento posterior bem interessante que nos mostra o que é confiar em Deus e não só na Sua promessa. Esse acontecimento é narrado no capítulo 22 de Gênesis.

Depois de toda essa história que narrei, Deus fala mais uma vez com Abraão, dessa vez pedindo-o que sacrificasse o seu filho Isaque… Sim! Deus pediu que Abraão matasse aquele filho que ele havia recebido como uma promessa do próprio Deus!

Se a confiança de Abraão estivesse no que Deus havia falado e não no próprio Deus e na Sua fidelidade, talvez ele tivesse questionado, se omitido ou feito algo do tipo. Mas não foi isso que ele fez, pelo contrário, após receber a ordem de Deus, Abraão simplesmente se acordou de madrugada, aprontou as coisas para fazer o sacrifício (a lenha e tudo mais) pegou Isaque e mais dois moços e seguiu rumo ao local onde Deus havia ordenado que fosse feito o sacrifício.

Essa confiança de Abraão em Deus é expressa pelos seus atos diante dessa situação. Além de ir até o local onde deveria ser feito o sacrifício, ele deixa os seus moços para trás e segue uma parte do caminho a sós com o seu filho com o discurso de que: “[...] eu e o rapaz [Isaque] vamos até lá. Depois de adorarmos, voltaremos [...]”. Abraão não sabia como Deus agiria ali, mas sabia que a sua promessa de fazer uma grande nação por meio daquele filho se cumpriria, não importa como, por isso ele segue aquela caminhada tão confiante e, quando questionado pelo filho sobre onde estava o animal a ser sacrificado, ele responde: “Deus mesmo há de prover o cordeiro para o holocausto, meu filho”.

E é dessa forma que Abraão segue até o monte Moriá, onde constrói o altar para o sacrifício, deita o garoto sobre a lenha e levanta o cutelo, uma espécie de faca que seria utilizada para sacrificar o menino. Mas, nesse momento, Abraão foi interceptado por um anjo

"Não toque no rapaz", disse o Anjo. "Não lhe faça nada. Agora sei que você teme a Deus, porque não me negou seu filho, o seu único filho. "

Gênesis 22:12

Vendo esta situação, eu trago esta reflexão para nós: Será que estamos depositando a nossa confiança no nosso Deus e, por consequência, na Sua promessa ou temos nos apegado mais à Sua promessa que a quem Ele, realmente, é?

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