Sempre ficam marcas!

Hoje vamos falar sobre as fortes influências das esposas pagãs na vida do rei Salomão, influências essas que mudaram dramaticamente sua vida e carreira, e as marcas por elas deixadas.

Por Gabriela Paulino
Categoria: Reflexões

Pode-se dizer que Salomão foi o cara que teve tudo nas mãos, quando a nação estava no auge do seu poder, ele subiu ao trono e foi levado à mais destacada posição internacional através de sua grande riqueza, sabedoria extraordinária, e uma visão inigualável da vida. Porém, durante o reinado de Salomão, iniciou-se uma desestruturação em Israel, por causa de sua desobediência em uma área: seus diversos casamentos com estrangeiras.

Ora, o rei Salomão amou muitas mulheres estrangeiras, além da filha de Faraó: moabitas, amonitas, edomitas, sidônias e heteias

1 Reis 11:1

O uso da conjunção ORA neste versículo deixa explícito a insensatez de Salomão e expõe sua falta de consideração para com a advertência mosaica de Deus contra o casamento com idólatras (veja Dt 7.1-4; 17.17). Acreditem, haviam duzentas concubinas e é setecentas esposas no harém real. E lendo as escrituras fica perceptível que sua compulsão por mulheres crescera, assim como e também (na mesma proporção) sua dureza de coração para com o Senhor (1Rm 11.9).

Pelo que o Senhor se indignou contra Salomão, porquanto e seu coração se desviara do Senhor Deus de Israel, o qual duas vezes lhe aparecera,

1 Reis 11:9

Observamos que alguns dos casamentos de Salomão foram jogadas políticas; ele como rei estava fazendo alianças com os países próximos. Podemos ver o relato de seu casamento com a filha do Faraó (1Rs 3.1), quando deu um presentinho para sua esposa: um palácio; e como dote da princesa recebeu nada menos que a cidade de Gezer (1Rs 9.16), garantindo assim a amizade do Egito. Contudo, o Salomão continuou a casar-se com estrangeiras, mesmo sem haver necessidades políticas. Essas mulheres adoravam Astarotes, a deusa da fertilidade (onde cabe aqui o detalhe de que, a adoração incluía a prostituição cultual), e adoravam a Malcã (onde, por algumas vezes, a adoração envolvia o sacrifício de crianças) eram idólatras.

É lamentável essa situação que o Salomão se colocou, principalmente por saberemos o quão sábio ele era, o mesmo escreveu sobre a sabedoria da monogamia em Eclesiastes 9.9. O autor de provérbios advertiu contra o adultério (Pv 5). Porém, foi por Salomão permitido que essas violações das leis de Deus ocasionasse sua ruína. Salomão foi incentivado por suas esposas a construir santuários para deuses estrangeiros em Israel (Dt 4.15-20), o que mais tarde ocasionou a destruição e dispersão da nação. E sabemos que essas escolhas de Salomão deixou marcas, pois não só Salomão foi desviado, como também sua família acabou corrompida, pois seus filhos não foram ensinados guardar as leis de Deus.

Termino com uma auto-análise: Que tipo de influência temos permitido que impulsione nossas decisões?

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