Liberdade em Cristo

A liberdade cristã precisa estar restringida pelo amor.

Por Miqueias Martins
Categoria: Devocionais

É crucial entendermos a natureza de nossa liberdade cristã. Não estamos debaixo da lei, mas debaixo da graça (Rm 6.14). Liberdade da lei certamente não significa que os princípios de retidão revelados na lei do Antigo Testamento foram invalidados. Não significa que os Dez Mandamentos não têm mais aplicação às nossas vidas, no presente. Não significa que podemos subjugar os santos padrões de Deus à nossa preferência pessoal. E, obviamente, não significa que estamos livres de quaisquer requisitos morais.

O que a liberdade cristã significa? Significa que os cristãos não estão presos às observâncias dos rituais do Antigo Testamento. Não temos de sacrificar animais, observaras leis de limpeza cerimonial e celebrar todas as luas novas, festas e sacrifícios. Não seguimos as leis dietéticas dadas a Israel através de Moisés. Estamos livres de tudo isso.

Da mesma forma, obviamente, estamos livres de todo cerimonial religioso e da superstição dos gentios. Qualquer que tenha sido nossa herança religiosa, em Cristo estamos livres de todos os seus adornos e cerimônias. Agora vivemos pela graça de Deus, que fornece, embutida em si mesma, o princípio da justiça verdadeira.

Em outras palavras, nossas vidas espirituais são governadas não apenas por um código de leis, mas pela graça de Deus, que opera em nós a fim de cumprirmos as justas exigências da lei (Rm 8.4). A graça nos ensina a renunciar a impiedade e os desejos mundanos e a vivermos sensata, justa e piedosamente (Tt 2.12). E a graça nos capacita a vivermos vidas santas.

Essa tremenda liberdade é um dos aspectos mais marcantes da vida cristã. Não precisamos nos sujeitar aos costumes, ao cerimonial da lei ou às opiniões de homens. Não há mais sacerdotes humanos a interceder entre Deus e nós: "Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem" (1 Tm 2.5). Não precisamos efetuar uma peregrinação a um santuário em algum lugar, para adorar a Deus; nossos próprios corpos são templos do Espírito Santo (1 Co 6.19). Podemos adorar a Deus em espírito e em verdade, a qualquer momento e em qualquer lugar (Jo 4.23,24). Qualquer coisa que pedirmos em nome de Jesus, Ele o fará (Jo 14.13,14). O Espírito Santo é concedido a nós como nosso advogado e consolador (vv. 16,26). Todas as coisas nos pertencem, somos de Cristo, e Cristo, de Deus (1 Co 3.21-23).

Porém, existe um paradoxo que confere equilíbrio a essa verdade. Apesar de livre, todos os cristãos são escravos. Quer saber mais sobre isso?? Aguardem as próximas postagens. Hahaha...

Deus abençoe a todos (as)!!

Referências

MacArthur, Jhon. Com vergonha do evangelho: Quando a igreja se torna como o mundo. 1.ed. São José dos Campos: Fiel, 1997. 287 p.

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