A Bíblia como Palavra de Deus

O fundamento principal do cristianismo.

Esse é o primeiro texto da nossa série. Portanto, antes de começarmos qualquer assunto, precisamos deixar uma coisa muito clara: nós vamos considerar a Bíblia como a autoridade suprema. Nenhum documento ou fala de qualquer indivíduo será considerado nesta série com maior ou de igual autoridade ao que a Bíblia diz. Provavelmente usaremos outras fontes para agregar informações aos nossos estudos, mas nenhuma delas terá tanta importância quanto a própria Bíblia. Mas deixe-me tentar explicar aqui a razão para essa nossa consideração.

Todo o universo e tudo o que nele há foram criados por Deus¹ e demonstram sua bondade, sabedoria e poder. Isso é dito em alguns lugares na Bíblia, a exemplo do Salmo 19: “Os céus declaram a glória de Deus; o firmamento proclama a obra das suas mãos”. Realmente me espanta a sabedoria e perfeição que vejo quando observo a natureza; como as coisas se encaixam e cooperam perfeitamente entre si.

Esse aspecto de olharmos para a natureza e percebermos algumas das características do próprio Deus é chamado de “revelação geral”. Deus deixou marcas na Criação que nos dão algumas “pistas” sobre Ele próprio. Qualquer ser humano que observar a natureza ao seu redor poderá ver tais características. Talvez a gente possa perceber a beleza em uma borboleta, a sabedoria no funcionamento dos organismos ou um poder grandíssimo nos efeitos de um acontecimento como um raio ou um furacão.

Essa revelação geral é suficiente para que todos os homens tomem conhecimento da existência do próprio Deus, como diz o apóstolo Paulo em Romanos 1.20: “Pois desde a criação do mundo os atributos invisíveis de Deus, seu eterno poder e sua natureza divina, têm sido vistos claramente, sendo compreendidos por meio das coisas criadas, de forma que tais homens são indesculpáveis”. Nenhum ser humano tem a desculpa de que não sabe da existência do Criador, pois Ele, por meio da Criação, se revelou a todos. A existência de um número tão grande de religiões no mundo é prova disso; apesar das diferenças entre as ideias e formas de cada uma, todas elas reconhecem a existência de um ser superior e o buscam de alguma forma.

A revelação geral, porém, não é tudo. Deus escolheu Se revelar de uma forma mais clara. Por um longo tempo, Ele próprio ou alguns de Seus anjos vieram à Terra e falaram a homens. Foi assim com Abraão, Moisés, Isaías e inúmeros outros relatados ao longo da Bíblia.

Ao longo do tempo, porém, o Senhor também usou de outras formas para se revelar. Os ensinamentos e valores presentes nos salmos e nas cartas escritas pelos seguidores de Jesus são exemplos disso; são revelações mais “indiretas”, mas também são meios usados por Deus para nos mostrar Sua vontade e caráter.

Além de se revelar, o próprio Deus se responsabilizou por fazer com que esses acontecimentos fossem registrados e preservados até os dias de hoje. Devemos ter em mente que diversos indivíduos fizeram parte desse processo de diversas formas, alguns foram o próprio meio pelo qual Deus falava a outros homens. Já outros davam sua vida para garantir aos demais o direito de ler o que fora registrado, outros faziam cópias do texto e outros ensinavam o que já aprenderam aos seus filhos. Mas acreditamos que todo esse processo foi orquestrado pelo próprio Deus.

É por isso que consideramos O Livro que temos em nossas mãos hoje e chamamos de “Bíblia” como sendo a Palavra de Deus. Essa convicção não vem pelo testemunho de outros seres humanos ou da confiança que temos neles - até porque nós sabemos que apesar de usados por Deus, eles eram tão pecadores quanto nós -, mas apenas do próprio Deus. Ela vem por meio da certeza que Ele nos trás, por meio do Seu Espírito, ao termos contato com a Palavra.

Contudo, nós admitimos que existem alguns trechos dos textos bíblicos que são difíceis de serem entendidos. Esses trechos precisam de um estudo um pouco mais aprofundado e, mais do que tudo, da iluminação do próprio Deus para que seja compreendido. A compreensão da mensagem central da Bíblia, porém, pode ser alcançada por meio de uma leitura atenta e não é comprometida por esses trechos complexos.

Dessa forma, consideramos a Bíblia como a própria Palavra de Deus, a forma que Ele, em Sua sabedoria, escolheu para nos levar ao Seu conhecimento. Ela é a revelação específica do próprio Deus. No decorrer dos próximos textos falaremos um pouco mais sobre como a Bíblia foi escrita e como ela é composta. Mas, desde já, é importante que você tenha em mente que nenhum outro documento ou fala terá autoridade igual ou superior à da Bíblia, porque nada pode ter valor acima do livro que está vivo!

“Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra.” (2Timóteo 3.16-17)

Notas

¹ Em um texto futuro falaremos com mais detalhes dessa criação.

Por Arlan Dantas

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