A Redenção

Como o problema da queda é resolvido

No último texto falamos sobre a queda do homem no pecado e comentamos um pouco sobre Gênesis 3. Porém nós, propositalmente, não comentamos o versículo 15 deste capítulo: “Porei inimizade entre você e a mulher, entre a sua descendência e o descendente dela; este lhe ferirá a cabeça, e você lhe ferirá o calcanhar”. Esse versículo faz parte da sentença de Deus para a serpente, na qual Ele diz que um descendente da mulher ferirá a cabeça da serpente e ela o ferirá o calcanhar. E é sobre esse descendente da mulher que fere a cabeça da serpente que falaremos hoje.

O preço do pecado

Como dissemos no último texto, por causa do próprio pecado, cada ser humano é condenado à morte física e espiritual. Esse é o preço que devemos pagar pela dívida que contraímos diante de Deus ao desobedecermos seus mandamentos. O pecado de Adão serve como exemplo, mas essa condenação se aplica a toda e qualquer desobediência aos valores de Deus.

Pecados diferentes têm consequências diferentes. Se você um dia mentiu para sua mãe dizendo que estava indo comprar cartolina para fazer um trabalho quando, na verdade, estava indo jogar futebol, você sofrerá alguma consequência. Mas se você assaltou um banco ou matou uma pessoa, certamente você sofrerá consequências muito mais severas que no exemplo anterior.

Ambas situações, contudo, são pecado. Ou seja, os dois te fazem merecedor da morte eterna, visto que os dois violam o padrão de vida que Deus estabelece que devemos viver. Isso quer dizer que você tem duas opções: (1) viver uma vida perfeita, sem nenhum pecado, ou (2) terá uma dívida com o próprio Deus, que te deu a vida, por não seguir o padrão estabelecido por Ele.

Pois o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.

Romanos 6.23

O que é "redenção"?

Esse termo se refere ao valor pago para que um escravo seja liberto. Na Bíblia ela aparece, entre outras ocasiões, durante a instituição da Lei no Antigo Testamento, mais especificamente em Levíticos 25.48, quando está sendo tratado sobre a venda de escravos, é dito que “um de seus irmãos poderá resgatá-lo”. Esse versículo está se referindo à possibilidade de alguém pagar pela libertação de um parente escravizado. Essa atitude de pagar pela libertação de outro é chamada de redenção, é o ato de redimir alguém.

Lembra que nós falamos no último texto que os seres humanos estão “inclinados” para o mal (Gênesis 8.21)? No Novo Testamento essa inclinação é apontada como uma escravidão, a exemplo de João 8.34, onde Jesus afirma que “todo aquele que vive pecando é escravo do pecado”. Dessa forma, quando falamos de “redenção” no meio cristão, geralmente estamos nos referindo à libertação dessa escravidão ao pecado.

Jesus, o único perfeito

Como também dissemos no último texto, todos os seres humanos herdam dos seus pais a imagem deturpada de Deus. Ainda que tenhamos a imagem dEle em nós, essa imagem é “borrada” pelos pecados que cometemos.

Entretanto, há aproximadamente 2000 anos, nasceu uma criança que não foi gerada pela relação de um homem e uma mulher; antes o Espírito do próprio Deus o concebeu no útero na sua mãe (Mateus 1.18). Essa criança era Jesus Cristo.

Nós ainda vamos trazer alguns textos aqui explicando um pouco mais sobre Jesus. Mas, por enquanto, basta que você tenha em mente que ele foi gerado pelo Espírito do próprio Deus no útero da sua mãe, Maria. Isso o faz carregar a imagem de Deus sem a deturpação do pecado (Colossenses 1.15). Além disso, Jesus levou uma vida perfeita enquanto esteve na terra, ele foi tentado de diversas formas, mas não cometeu nenhum pecado ao longo de toda sua vida (Hebreus 4.15).

Nosso redentor

Como  já dissemos, a morte é o preço que pagamos pelo nosso pecado, certo? Assim, se alguém não peca, essa pessoa não precisa pagar por esse preço, concorda? E foi exatamente assim que Jesus viveu aqui na terra, os anos que ele passou aqui foram todos sem cometer nem um pecado sequer.

Entretanto, Ele se entregou à morte. E nós não falamos isso apenas pela forma pacífica como ele foi preso e levado para crucificação. Segundo a descrição que está em Colossenses 1, Jesus é o Filho do próprio Deus, Ele é eterno, existe desde antes da fundação do mundo, mas mesmo assim se fez homem, justamente com a missão de se entregar à morte por nós.

Quando morreu na cruz, Jesus estava pagando o preço necessário para nos redimir dos pecados. A morte dele é o preço da nossa redenção! Nas palavras de Paulo, Jesus “cancelou o escrito de dívida [...] que nos era contrário” (Colossenses 2.14); ou seja, preço que nós devíamos a Deus por causa do nosso pecado Jesus tomou e pagou por nós.

E não para por aí! Três dias depois da sua morte, Ele ressuscitou, demonstrando ser mais poderoso que a própria morte. Além disso, depois de ressurreto ele fez um discurso dizendo que voltaria para nos buscar para morar na eternidade com ele (João 14.3). Isso quer dizer que aquela morte eterna de separação de Deus que deveríamos sofrer pelo nosso pecado não mais nos afeta, pois o preço do nosso pecado já foi pago por alguém que demonstrou ser mais poderoso que a própria morte.

Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna.

João 3.16

Essa fala de Jesus em João 3.16 é clássica e demonstra muito bem o que significa dizermos que Jesus é o nosso redentor. Ele, o Filho de Deus, foi entregue à morte e todos aqueles que crerem na sua obra como redentor não serão mais condenados à morte eterna, pois seus pecados estão perdoados!

Esse perdão dos nossos pecados é um aspecto maravilhoso da redenção que alcançamos pela morte de Jesus. Mas a morte de Jesus tem um alcance maior do que a humanidade, ela afeta toda a criação! Lembra quando falamos que Deus amaldiçoou a terra por causa do pecado do homem? Essa maldição também há de ser retirada por causa da morte de Cristo. Mas isso é assunto para o texto da semana que vem…

Pois ele nos resgatou do domínio das trevas e nos transportou para o Reino do seu Filho amado, em quem temos a redenção, a saber, o perdão dos pecados.

Colossenses 1:13,14

 

Por Arlan Dantas

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